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Brock Osweiler é um sucessor digno de Peyton Manning

04/07/2013 - 18:57


Brock Osweiler é um sucessor digno de Peyton Manning

Seus passes estão muito mais fortes nesta que será sua segunda temporada em Denver. Seus passes passam a milímetros dos dedos dos defensores, caindo perfeitamente nas mãos dos recebedores, fazendo com que todos os seus companheiros de time e técnicos aplaudam efusivamente. Não, não estamos falando de Peyton Manning, mas de Brock Osweiler.

Todos aqui torcemos para que ele não precise entrar em campo pra qualquer coisa que não seja ajoelhar na bola — ou jogar o último jogo da temporada — pelos próximos dois anos, mas todos que realmente se importam com o time pensam um pouco além do hoje. Olham para como será o time depois que o #18 se aposentar.

E nosso time estará em boas mãos.

Brock Osweiler aparenta estar muito mais confortável chamando jogadas e gritando audibles na linha de scrimmage. Suas decisões e seus passes estão melhores e mais rápidos.

Se no ano passado todos tínhamos certeza de que nossa temporada estaria acabada em caso de nova lesão de Manning, este ano não há mais, entre a comissão técnica, o sentimento de que estaríamos perdidos se Brock precisasse jogar mais do que o esperado.

Quem olha para ele hoje mal reconhece o calouro que, ano passado, ficava com os olhos arregalados e a cabeça doendo toda vez que tinha que entender o que estava acontecendo. Sua mecânica precisava de ajustes, e sua escolha na segunda rodada do draft fez com que muita gente tivesse certeza de que seria um bust, ou, no mínimo, um desperdício de pick.

Tanto nos OTAs  deste ano, quanto em todas as atividades que fez depois, ele simplesmente arrebentou, e arrancou elogios de todos ao seu redor.

“Ele está numa situação perfeita”, disse nosso HC John Fox sobre o desenvolvimento de Brock Osweiler durante a primavera americana. “Acho que ele é um excelente jovem jogador. Gosto do jeito como ele opera, como ele se porta. Ele tem provavelmente um dos melhores caras com quem aprender, Peyton Manning, e isso ajuda. Além disso, tenho notado uma melhora excepcional em seu entendimento do que tem que fazer e na execução das jogadas, sua tomada de decisão e as técnicas necessárias para se jogar na posição de Quarterback.”

Depois de um training camp muito aquém do esperado, Brock Osweiler teve um progresso contínuo na temporada passada, estudando os hábitos de trabalho de Manning e copiando-o em tudo que podia. Ele ainda teve aparições em cinco jogos, e lançou quatro passes, completando dois, um deles pra 1st down.

Brock Osweiler

Brock Osweiler

Como forma de analisarmos o tamanho da confiança nele, ele foi constantemente o backup de Manning no ano passado, deixando o veterano Caleb Hanie, dispensado depois do fim da temporada, como inativo em todos os jogos. Além disso, o time draftou Zac Dysert para estimular a competição, mas também para mostrar que não precisamos de outros QBs veteranos, que o que tem dá conta do recado, se necessário.

Jogadores que convivem com os pros tendem a ter um salto gigantesco do seu ano de calouro para a segunda temporada, e isso certamente vem acontecendo com nosso gigante de mais de dois metros de altura, que, segundo especialistas, seria candidato sério à primeira escolha geral do draft deste ano, caso tivesse decidido ficar na universidade por mais um ano.

Se ano passado ele ficou estupefato devido a reuniões, calendários, playbooks, treinos e aprendizados dentro e fora do esporte, Brock Osweiler disse que sua cabeça não fica mais rodando, como se fosse um calouro na faculdade que acidentalmente entrou na sala de pós-graduação de cálculo avançado.

“Este ano, a maior diferença, posso dizer, é que eu sei como estudar”, disse Osweiler. “E quando você sabe como estudar, pode traduzir para o campo tudo o que aprende, e não está pensando demais, apenas jogando de acordo com seus instintos. Não vou dizer que estou perfeito, porque não estou, bem longe disso. Mas definitivamente o fato de eu saber como estudar o jogo me ajudou demais, acelerando minha leitura, fazendo com que eu entendesse perfeitamente onde a bola tem que ir, entendendo as proteções. Ano passado, tudo acontecia a uma velocidade de um milhão de quilômetros por hora. Agora, as coisas desaceleraram e fazem mais sentido, o que, por sua vez, faz com que eu consiga jogar no topo das minhas capacidades.”

Osweiler tem lançado verdadeiros torpedos, daqueles que não eram vistos no Dove Valley desde que Mike Shanahan era nosso técnico, e Jay Cutler, o QB. É um contraste muito grande em relação ao último Training Camp, no qual ele conseguiu apenas demonstrar em alguns fugazes momentos o porquê de ele ser considerado por John Elway como o futuro da franquia.

“A melhor forma de explicar isso é que, quando você é um calouro, a quantidade de informação que você tenta processar é enorme, e tudo isso somado ao fato de que você tem que processá-las e jogar bem ao mesmo tempo. É difícil demais.”, disse nosso OC Adam Gase, que foi o técnico de quarterbacks ano passado. “Então você comete tantos erros que é difícil notar o quanto houve evolução. Algo positivo que aconteceu ano passsado foi que Brock teve alguns saltos evolutivos durante a temporada, e ele fez isso sozinho, porque eu estava trabalhando muito com Peyton, tentando fazer as coisas funcionarem direito. E nesta pré-temporada, ele tem demonstrado o quanto tudo faz muito mais sentido pra ele”.

Nesta offseason, Brock voltou a Phoenix e passou diversas horas refinando seu jogo de passe sob a tutela de Noel Mazzone, o “doutor de quarterbacks”, que foi seu coordenador ofensivo na Arizona State, e agora está na UCLA. E ele ainda estuda todos os movimentos de Manning.

“Eu vejo e analiso tudo o que ele faz. Das reuniões de quarterbacks até as reuniões de time, passando pela academia e pelo campo de treinos, analiso a postura dele em jogos, no vestiário, antes do jogo”, disse Brock Osweiler. “Sério, presto atenção até à forma como ele dá autógrafos no hotel antes dos jogos, pensando, se eu estivesse naquela situação, como faria aquilo”.

E então, ele junta tudo e vê como isso pode ser traduzido no seu jogo, entendendo, claro, que ele tem que ser ele mesmo, não uma cópia.

“Mas uma coisa é certa”, disse Brock. Não há profissional melhor, ou quarterback melhor, com quem aprender. Meus olhos estão abertos para tudo. Ele tem sido ótimo para mim, e eu vou continuar desse jeito, analisando cada passo que ele dá. Dizem que eu sou o futuro, sou o herdeiro de Manning. Mas isso são apenas palavras. Eu tenho que ir lá, tenho que conquistar o direito de ser o QB titular do Denver Broncos um dia, e isso é algo ao qual eu me dedico 100% do tempo, algo para o qual eu me doo de coração todos os dias, para que, quando nosso 18 se aposentar, eu possa ter essa chance e fazer jus a ela.”

Todos torcemos por isso, Brock Osweiler, todos exceto os rivais. Não acho que torcedores dos outros times torçam pra que ele se saia tão bem assim.

Este post não necessariamente representa a opinião
do BroncosBrasil.com, mas unicamente de seu autor.

11 comentários

  • Muito bom saber que ele tem evoluindo tanto assim, falei esses dias ate, que ele era um cara que me preocupava bastante, pela responsabilidade que vai cair nos ombros dele daqui a alguns anos…. Mas eh dificil encontrar videos pra acompanhar essa evolução dele…

  • Sou vou ficar contente quando colocarem oficialmente o apelido de "Caniço" no Brock.

  • Excelente post… admito que cheguei a pensar em bust depois do draft do Zac Dysert, mas percebo agora que essa pick foi mais pelo valor do jogador disponível no momento e não pela necessidade de QB…

    • Law, dizem até que se o Brock fosse para o draft desse ano ele seria #1 pick geral

      • Putz… Sendo assim ele seria starter em Kansas nessa temporada… Rsrsrsrs..

        • Fácil!

        • Ele seria starter de Kansas até na temporada passada. Nesta, então, ele seria starter de mais da metade dos times da liga.

  • ainda bem que depois da era P.Maning ainda teremos um bom QB!!!!!!!!!!!

  • Great post, Fabio, much appreciate it. All one has to do is go back and watch our last game last year against the Chiefs, where Brock played most of the 4th quarter in garbage time. Brock threw 3 passes and completed 2, but if you look closely you'll see how strong his arm is. He will have one of the strongest arms in the NFL when he finally takes over the reins. They were laser fast, maybe even faster than Cutler's, or at least real close. The only part of Osweiler's game I worry about is the decision making, but his time learning should help him with that.

    • Thanks for the feedback. I'm really looking forward to seeing him during the preseason. I'm really hopeful he'll show a lot of improvements from last year. As I said in the article, his throws are as fast as Cutler's, with the upside he is being brought up by arguably one of the best of all times. He has a good brain and he's learning how to make decisions faster and better, so I dare say in two years he'll be on par with the likes of Drew Brees and Aaron Rodgers, completely able to heir Manning's throne.

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